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‘Sarapalha’ – Análise do Conto de Guimarães Rosa, FUVEST







O conto ‘Sarapalha’ do autor Guimarães Rosa se encontra no livro Sagarana, uma das leituras obrigatórias de quem for prestar o vestibular para a USP. Para entender melhor a história e se dar bem nas provas, vale a pena ler o conto e depois ir à fundo nas análises!

Confira no Not1 uma análise crítica completa sobre o livro, resumo e informações importantes para você ir preparado para as provas da Fuvest!

sagarana

GUIMARÃES ROSA

 

Guimarães Rosa fez parte da terceira geração do modernismo, com fortes características regionalistas. Em todas as suas obras é possível perceber uma linguagem carregada de regionalismos, uma linguagem do povo. Faz uso do Regionalismo Universal: “O Sertão é o mundo” das personagens – não um lugar que causa a miséria e a pobreza dos personagens como os de Graciliano Ramos. Mas sim um lugar ideal para a reflexão psicológica dos personagens.

Rosa busca a recriação da linguagem, colocando o falar popular e a vida no sertão nos seus escritos. Usa muito de Neologismos, que é a arte de inventar palavras. Guimarães tem preocupação com o conteúdo, e não com a forma. Há rompimento do autor com os padrões gramaticais tradicionais, para aderir a uma estética da liberdade.

SARAPALHA

O conto transcorre em um dia, entre o amanhecer e o entardecer. Entretanto, por conta da narrativa, em quase sua totalidade ser em flash-back, o tempo de que se ocupa a memória das personagens é muito maior.

A maleita invade o arraial de Sarapalha dizimando toda a população da pequena cidade do interior de Minas, às margens do Rio Pará. Atacados pela doença, Argemiro e Ribeiro passam os sonolentos dias à espera da morte ou da cura. Enquanto os dias passam, os dois primos vivem da lembrança do passado.

Ribeiro e Luísa, recém casados, moravam em Sarapalha. Pouco tempo depois recebem a companhia de Argemiro, primo de Ribeiro, passando, os três, a morar sob o mesmo teto. Argemiro apaixona-se secretamente por Luísa, porém, em respeito ao primo, contém a sua paixão. Tempos depois, Luísa foge com um boiadeiro que passara pela região, deixando os primos.

Argemiro mantém em segredo a sua paixão por aquela que fora a esposa de seu primo, até que, vendo a morte avizinhar-se, não se contém e revela ao primo o desejo de sua alma, que tanto o atormentara vida afora. A confissão põe fim a profunda amizade que existia entre eles. Separam-se. Cada um com suas tristezas, esperando pelo dia da morte.

PERSONAGENS

Luísa: esposa do primo Ribeiro. Abandona o marido e foge com um boiadeiro.

Ribeiro e Argemiro: primos acometidos pela Malária. Ambos acabam morando juntos e sofrendo com a febre e os delírios.

Cachorro Jiló: cãozinho da casa, único alento dos primos.

Preta: mulher que cuida e faz comida para os primos.

guimaraes-rosa

 

ANÁLISE DO CONTO

 

Após a malária atacar o povoado de Sarapalha, os habitantes que restam são velhos, que não são velhos, apenas doentes. O narrador descreve poeticamente a ação das mutucas e muriçocas, transmissores da malária. Nota-se a forte presença de aliterações e rimas.

O delírio vem por conta da febre, e nesses momentos parece que a linguagem se dobra para atender aos pedidos de Guimarães. O conto é cheio de flash backs, que vão e voltam, assim como a febre e os delírios. O que dá um ar mítico ao conto e gera incerteza acerca do que as personagens falam nesses momentos.

O Primo Ribeiro não aceita que um boiadeiro tenha levado a sua mulher, portanto ele o substitui pelo capeta, com quem ninguém poderia confrontar-se. “-Então a moça, que não sabia que o moço-bonito era o capeta, ajuntou suas roupinhas melhores numa trouxa, e foi com ele na canoa, descendo o rio.”

Além disso, em Sarapalha, a mulher e a maleita caminham lado a lado. Ambas causam sofrimento, matam devagar e fazem do homem o seu hospedeiro. Assim como a malária vai chegando de mansinho, a tudo invadindo; a mulher, com sua presença costumeira, invade o coração dos homens. Contudo, a ausência de uma traz liberdade (ausência da malária). Já a ausência da outra, o desolamento (falta da mulher amada).

** Gostou do post? Então não se esqueça de comentar sua opinião aqui no Not1. (Fontes: livro de apoio curso Objetivo, Análise por Welis Couto).

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